Aqui compartilho,
O sentir,
O saber,
O sabor.
Delícias que preenchem,
Completam,
transbordam,...
Lanço a chama do
desejo,
Convido a explorar,
Deixar o Ser falar,
divagar,
Escutar elucidações,
Sons que chegam,
Canções da alma,
Confissões
escondidas,
Porém sabidas,
Uma vida a ser manifestada,
Degustada, saboreada,
Meditando, Alimentando, Caminhando de Encontro a Quem Sou
“Para ser grande, sê inteiro:
nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que
fazes.
Assim em cada lago a Lua toda
brilha,
porque alta vive”
Fernando Pessoa
Hoje me vejo como uma caminhante, um Ser
aberto à vida, suas surpresas, ensinamentos, grata pela oportunidade de viver,
contudo nem sempre foi assim. Levava uma vida muito diferente da atual, estava
sempre preocupada em ter que ser, querer agradar, elaborar, planejar, completamente
afastada do Ser que sou.
Meu ponto de virada não foi nem um pouco
confortável, na verdade foi um grande furacão que chegou de repente e
desconstruiu minha forma de viver. A vida se apresentava sem tempero, insossa e
Eu seguia acomodada num casamento de 19 anos, com um filhote de 13, estava com
43, não trabalhava e me via perdida sem saber do que Eu gostava.
Não
agia e me colocava a espera do dia em que tudo seria diferente, sempre adiando
e condicionando o momento de ação. A vida era baseada no “quando acontecer, Eu...”,
vivia na expectativa de uma mudança em meu viver. O chamado estava ali, mas Eu
permanecia inerte.
Contudo o Universo é sábio, e se você não
age, ele te leva a agir! Quando menos esperava um grande caos se instalou, e não
dava mais para ficar parada. Pude sentir
que toda a forma de controle era ilusória, aquele ideal de família feliz não
tinha mais condições de ser sustentado, a verdade de uma relação desgastada não
podia mais ser escondida, deixada de lado.
O terremoto começou acontecer, a idéia de
família ruiu, o casamento acabou. Perdi o chão, não sabia o que fazer, para
onde ir, apelei para os antidepressivos. A vida tinha perdido o sentido, me
sentia impotente, incapaz, configurava meu Ser em tudo que era menos. Uma dor
gigante e pouca vontade de viver.
Se antes Eu não sabia qual era o
meu querer, agora me via ansiosa à sua revelação. Percebi que ser mãe, cuidar
da casa, da família, não satisfazia os meus anseios mais profundos, seguir como
designer não inspirava mais.
A mudança estava acontecendo e Eu precisava descobrir algo que me ajudasse a ver um caminho. A meditação me chamou, comecei a praticar, e fui
percebendo que aquele movimento me renovava. O silenciar foi tomando lugar em
minha rotina diária, o equilíbrio se instalando, os antidepressivos se tornaram
desnecessários.
Fui levada a olhar para mim,
descobrir qual era o meu sabor, como Eu vibrava, quais eram minhas vontades, o
que me fazia sorrir, quem Eu era. A vida foi mostrando sua cara e Eu fui me
afeiçoando a ela, mas ainda não sabia que rumo tomar. Um chamado acontecia e Eu
não sabia aonde ir, o que fazer, só sabia que tinha que ir, ou melhor que
estava indo, sendo levada rumo ao desconhecido.
O ENCONTRO SE REVELANDO - parte 2
Cheia de querer saber, de resolver tudo, de acabar com a confusão num piscar de olhos, comecei a atirar pra todos os cantos. Fazia terapia, consultava o tarô, meditava,... e a pergunta continuava ali: “O que Eu vim fazer?”. Eu perguntava pra todo mundo e ninguém sabia responder, só um monte de conselhos, de achismos, mas a resposta que é bom
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Parabéns, Annah, pelo blog! Que beleza ler parte de sua história. Obrigada por compartilhar! É nesta doação que encontramos a soma. E nos vemos não sós seguindo e abrindo os nossos caminhos.
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